Lisnave
Lisnave
Almada
Siderurgia Nacional
Siderurgia Nacional
Seixal
Quimiparque
Quimiparque
Barreiro

A Arco Ribeirinho Sul, S.A. (ARS) é uma sociedade anónima integrada no Setor Empresarial do Estado, atualmente detida a 100% pela ESTAMO – Participações Imobiliárias, S.A., atua num quadro estritamente empresarial, focada na gestão, qualificação e valorização de grandes ativos territoriais.

A sua intervenção incide sobretudo em extensas áreas industriais e ribeirinhas do Barreiro, Seixal, Almada e Estarreja, territórios com forte legado industrial e elevada complexidade espacial, ambiental e infraestrutural. Estes espaços, anteriormente ocupados por grandes complexos como a CUF, a Siderurgia Nacional e a Lisnave, constituem hoje áreas estratégicas com significativo potencial de reconversão e integração urbana.

A ARS resulta de um percurso de consolidação iniciado com a Quimiparque e reforçado pela integração de patrimónios e competências associadas à Siderurgia Nacional. Atualmente, dedica-se à estruturação e desenvolvimento de operações territoriais de grande escala, que incluem remediação ambiental, reconfiguração de infraestruturas e preparação urbanística, promovendo a valorização e a continuidade das frentes ribeirinhas.

1865Criação da Companhia União Fabril (CUF).
1907Implantação da CUF no Complexo Industrial do Barreiro.
1954Constituição da Siderurgia Nacional como sociedade anónima.
1975Nacionalização da CUF e da Siderurgia Nacional.
1977Criação da Empresa Química de Portugal, EP – Quimigal, por fusão de unidades industriais da CUF, do Amoníaco Português e dos Nitratos de Portugal.
1985Primeira fase de reestruturação da Quimigal e criação da Quimiparque – Parques Industriais da Quimigal, com missão de gestão patrimonial e infraestrutural.
1989Constituição da Quimiparque – Parques Empresariais, S.A.
1990–1991Início da atividade da Quimiparque no Barreiro (1990) e em Estarreja (1991).
1991Criação da Urbindústria, S.A., por cisão da Siderurgia Nacional, para gestão e valorização imobiliária.
1995Aquisição da totalidade do capital da Quimiparque pela PARTESGE – Participações do Estado, S.A. (atual Parpública).
2001Cessação definitiva da atividade siderúrgica, com concentração da intervenção nos territórios e património remanescentes.
2005Criação da SNESGES – Administração e Gestão de Imóveis e Prestação de Serviços, S.A.
2008Início do processo de fusão por incorporação da Urbindústria e da SNESGES na Quimiparque.
2009Conclusão da fusão e alteração da denominação social para Baía do Tejo, S.A.
2017Fusão por incorporação da Ambisider – Recuperações Ambientais, S.A. na Baía do Tejo, S.A.
2018–2019Gestão e posterior integração definitiva do Complexo da Margueira no património da empresa.
2023Relançamento do Projeto Arco Ribeirinho Sul e alteração da denominação social para Arco Ribeirinho Sul, S.A., bem como da estrutura acionista, passando a empresa a ser detida a 100% pela ESTAMO.
2025Anúncio pelo XXV Governo de Portugal, do Projeto Parque Cidades do Tejo.

Os estatutos da ARS têm sido ajustados ao longo do tempo para acompanhar as transformações societárias e a evolução do seu âmbito de atuação, refletindo a consolidação da empresa enquanto plataforma empresarial de gestão e valorização territorial.

Esta evolução traduz a transição de uma atuação centrada na gestão de ativos industriais para um enquadramento mais abrangente, orientado para a gestão patrimonial, a requalificação territorial e a regeneração urbana, em linha com a natureza e a escala dos territórios sob sua responsabilidade.

As alterações estatutárias mais recentes reforçam uma missão focada na estruturação e desenvolvimento de operações territoriais integradas, consolidando a capacidade da empresa para intervir em conjuntos urbanos e ribeirinhos de grande dimensão e preparar o alargamento do seu âmbito funcional e territorial.

Natureza jurídica e sede

Sociedade anónima de capitais integralmente públicos, com sede no concelho do Barreiro.

Objeto social principal

Desenvolvimento, gestão e promoção de operações integradas de requalificação, regeneração e valorização territorial, incluindo a reconversão de áreas industriais e logísticas e a valorização de solos.

Objetos complementares

  • gestão e exploração de parques empresariais;
  • prestação de serviços ambientais;
  • gestão, reabilitação e valorização de património imobiliário;
  • prestação de serviços associados a utilidades e eficiência energética.

Capital social

147.944.705 € integralmente realizado.

A Arco Ribeirinho Sul, S.A. é uma sociedade anónima de capitais públicos, organizada de acordo com os respetivos estatutos e com o Regime Jurídico do Setor Público Empresarial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 133/2013, de 3 de outubro, assegurando um modelo de governação assente na separação clara entre funções de decisão estratégica, gestão executiva e fiscalização.

Acionista

A ESTAMO – Participações Imobiliárias, S.A., acionista única da Arco Ribeirinho Sul, S.A., exerce os seus direitos através da Assembleia Geral, órgão supremo da sociedade.

Assembleia Geral

Compete à Assembleia Geral deliberar sobre as matérias estruturantes da vida societária, nos termos legais e estatutários, designadamente a eleição dos órgãos sociais, a apreciação da gestão e a autorização de operações relevantes.

  • Presidente: Miguel Teixeira Ferreira Roquette
  • Secretária: Catarina Charters de Amaral Marques Fernandes Homem

Conselho de Administração

O Conselho de Administração assegura a gestão e representação da sociedade, sendo responsável pela condução da atividade, pela definição da organização interna e pela aprovação das normas de funcionamento.

Sara Oliveira Ribeiro
Sara Oliveira Ribeiro
Presidente
[nota biográfica]
Alexandre Capucha
Alexandre Capucha
Vice-Presidente e CFO
[nota biográfica]
Susana Viseu
Susana Viseu
Vogal
[nota biográfica]

Fiscalização

A fiscalização da sociedade compete a um Fiscal Único, nos termos estatutários, assegurando o controlo da legalidade e da regularidade da gestão financeira e contabilística. Esta função é exercida pela: BDO & Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. (SROC n.º 29).

Em conformidade com o Decreto-Lei n.º 133/2013, a sociedade dispõe ainda de Auditor Externo, reforçando o sistema de controlo interno e de fiscalização independente.

Relatórios e Contas

brevemente disponível

Planos de Atividades

brevemente disponível

Relatórios de Governo Societário

brevemente disponível

Outros documentos

brevemente disponível

Arco Ribeirinho Sul

[Um novo território que nasce do Tejo]

O Projeto Arco Ribeirinho Sul é uma das mais ambiciosas operações de regeneração urbana da Área Metropolitana de Lisboa. Incide sobre três territórios com forte identidade histórica e industrial — Almada (ex-Lisnave), Seixal (ex-Siderurgia Nacional) e Barreiro (ex-Quimiparque) — e propõe a sua transformação em novas centralidades urbanas, sustentáveis e integradas.

Mais do que requalificar antigas áreas industriais, o projeto redefine a relação da margem sul com o Tejo. O rio deixa de ser visto como limite e afirma-se como eixo estruturante de identidade, mobilidade e desenvolvimento.

O Arco Ribeirinho Sul assenta na reconversão de vastas áreas devolutas, promovendo a recuperação ambiental, a valorização do património existente e a criação de novas frentes ribeirinhas abertas às pessoas. A memória industrial não é apagada — é reinterpretada e integrada numa nova dinâmica urbana.

O modelo urbano proposto privilegia a mistura de usos e a diversidade funcional. A habitação articula-se com polos de atividade económica, clusters criativos e tecnológicos, equipamentos culturais e zonas de lazer.

A frente ribeirinha assume um papel central nesta transformação. Novos parques urbanos, percursos pedonais e cicláveis, equipamentos culturais e ligações fluviais reforçam a relação com o estuário.

A sustentabilidade orienta todo o planeamento. As soluções urbanísticas incorporam princípios de resiliência climática, continuidade ecológica e integração paisagística.

É uma nova etapa na história da margem sul. Um território que preserva a sua memória, mas projeta o seu futuro. Um território que nasce do rio — e que volta a viver com ele.

Lisnave — Almada

[Reinterpretar a escala industrial, reconectar a cidade ao rio]

O estaleiro da Lisnave na Margueira, inaugurado em 1967, marcou de forma decisiva a paisagem de Almada e a frente ribeirinha do Tejo. Concebido para responder à crescente dimensão da navegação internacional, integrou algumas das maiores docas secas do seu tempo.

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Durante décadas, o território funcionou como recinto produtivo autónomo, fisicamente separado da cidade. Com a desativação da atividade no início dos anos 2000, permaneceu uma vasta área industrial, estrategicamente localizada, mas desconectada da malha urbana.

Os primeiros planos de reconversão previam a demolição generalizada das estruturas industriais navais. A visão atual preserva e reinterpreta o valor arquitetónico, espacial e simbólico do conjunto existente para novos usos.

As grandes naves, pórticos e edifícios industriais passam a ser elementos estruturantes da nova centralidade, acolhendo equipamentos públicos, culturais e funções coletivas.

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Neste enquadramento surge a proposta da Ópera do Tejo, evocando a antiga Real Ópera construída em Lisboa em 1755 e destruída meses depois pelo terramoto. A sua implantação em Almada simboliza uma nova etapa na relação entre margens.

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A transformação da ex-Lisnave assume-se como um projeto de reestruturação urbana de grande escala: preserva a memória industrial, ativa novos usos e restabelece a continuidade entre cidade e rio.

[vídeo — brevemente]

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